Jun 09 2009

Já faz um tempão que comecei a escrever sobre a viagem que fiz à Bahia e só agora terminei. Com certeza esqueci de escrever um monte de coisas, mas no geral é isso aí.

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Bom, atrasado, mas sempre em tempo de postar sobre a viagem à Bahia. Ainda mais agora em tempos de Carnaval, mais pelo tempo de ócio, é claro.

Enfim, embarcamos para Ilhéus dia 19 de dezembro, com parada em Salvador. A maior preocupação era em relação às crianças, como elas iriam se comportar na viagem e tal. Mas na medida do possível foi tudo tranquilo. Foram aproximadamente 2:30h de vôo até Salvador, mais meia hora até Ilhéus.

Chegando lá, Andrea e Dinho já nos aguardavam. Calor, muito calor, pra variar. Mais meia hora de carro até Itabuna. Estrada bem conservada, muito bonita por sinal, na maior parte com árvores circundando a estrada.

Em Itabuna, Dona Tereza já aguardava ansiosa por nós.

Nicolaj e sua irmã Linn vieram depois, vindos da Chapada Diamantina.

A partir daí, férias literalmente. Muito descanso, ociosidade, muito pernilongo (mas nada que inseticidas, repelentes não resolvam...) e muito, mas muito calor mesmo. Não fiquei totalmente desligado da internet. O acesso foi facilitado pelo roteador que o Nicolaj levou.

Com certeza não dá pra falar da Bahia sem falar das praias. Ilhéus, a mais próxima, é uma ótima praia. A grande diferença entre as praias de lá e as praias de SP é a infraestrutura. Nada de levar cadeiras e guarda sol. Lá tudo é providenciado pelas barracas de praia, ou cabanas. O preço não é tão abusivo, ainda mais por estarmos em plena alta temporada. Não sei como é no Carnaval. Já no centro, o turismo gira em torno de Jorge Amado e o que mais se vê lá são referências à Gabriela, sua obra mais famosa. O restaurante Vesúvio é local de visitação justamente por isso.

Parque de diversão

Outro lugar que fomos conhecer foi Itacaré, ao norte de Ilhéus. A faixa de areia é pequena, a água fica bem próxima. Praia muito bonita. Na praia que estávamos, o mar estava bem calmo.

Outro lugar que vale uma parada é o mirante que fica entre Ilhéus e Itacaré. A vista é maravilhosa.

No Natal, Dona Tereza caprichou na comida. Andrea comandou a entrega dos presentes, o melhor momento pras crianças, claro.

Na virada do ano, Andrea, Nicolaj e Linn foram pra Olivença. Eu, Flor e crianças passamos em Ilhéus. Não teve muito agito, comemos num restaurante e vimos os fogos do outro lado da praia. Foi bem simples, mas muito legal pelo fato de estarmos todos juntos.

O próximo destino era a Península de Maraú, mais especificamente Barra Grande. O caminho até o paraíso é tortuoso e exaustante. De Itabuna até Ubaitaba, a BR-101 é relativamente boa, mesmo com alguns trechos com sinalização deficiente. Mas de Ubaitaba até Barra Grande, pela BR-030, a situação é precária. Começa com uma estrada de terra batida e pedra, com muito buraco e muita, mas muita poeira. Perto de Barra Grande, o tormento é a estrada com ondulações. Para um carro 4x4, tipo jipe, deve ser moleza trafegar pela estrada, mas para o veículo que nós estávamos não foi muito agradável, ainda mais porque a Bruna estava com muito calor.

Chegando à cidade (mais pra vilarejo), fomos tomar o café da manhã. Não lembro o nome do local, mas o atendimento foi horrível. A sensação que dá é que o comércio local não dá conta do número de visitantes. Muita gente reclamando que o pedido não chegava ou faltava alguma coisa. Enfim, hora de ir pra praia.

Chegando lá, vimos que tudo que passamos foi muito compensador. Fomos pra Ponta do Mutá, à direita do pier que leva as balsas pra cidade. O mar, impressionantemente calmo, água muito limpa, transparente. O calor estava muito forte, mas a água estava maravilhosa. Lá encontramos (ou nos encontraram) Dinho e Renata, que passaram a virada do ano lá. O próximo passo era arrumar um lugar para dormir, já que todas as pousadas estavam lotadas. Com sorte, Nicolaj e Andrea conseguiram um quarto na pousada na praia onde estávamos, Sol do Mutá. O problema agora era nos acomodarmos em uma cama de casal e uma de solteiro. Além disso, não havia como pagar via cartão. Só cheque (que eu tinha 1 folha!) e dinheiro.

Depois do dia maravilhoso, fomos procurar um lugar para jantar que aceitasse cartão (e trocasse dinheiro também). Lugar que aceita cartão em Barra Grande é uma tarefa quase impossível. Achamos um restaurante, não lembro o nome, que serve comida típica da Indonésia (muito boa por sinal) e os donos (um gaúcho e um holandês) aceitaram nos dar um valor em dinheiro que íamos passar no cartão.

O próximo desafio era ver como íamos dormir. Eu, Flor, Júlia, Gabriel e Bruna dormimos na cama de casal (!!!). Linn dormiu na cama de solteiro. Nicolaj e Andrea dormiram no chão, em cima de almofadas (!!!). Isso, mais calor, mais pernilongos. Enfim, por incrível que pareça, consegui dormir um pouco. Os outros, nem tanto.

Outro dia, acordamos e tomamos o café da manhã, na praia, de frente para o mar. Para mim, nessa ocasião, até vale a pena acordar cedo.

Pegamos um pouco de praia e resolvemos ir pra Taipú de Fora. Fechamos a conta e bora pra estrada (mais areia, mais poeira, mais ondulações), mas tudo bem, tudo já valia pena agora.

Taipú de Fora é uma praia que, dependendo do horário e maré, formam-se piscinas naturais. Não chegamos a pegar essas piscinas, mas assim como em Barra Grande, a água é muito tranquila, com tons azuis e verdes, na maioria das vezes, transparentes. Passamos a tarde lá, recarregamos a energia pra poder voltar e encarar a estrada.

Graças a Deus, aparentemente a volta costuma ser mais rápida. E assim foi, talvez por já sabermos o que tínhamos que encarar, a viagem de volta foi bem menos traumática.

Salvador

Fui pra Salvador com Nicolay e Dinho pra levar Linn ao aeroporto. Na noite anterior tive uma diarréia monstro, suando frio e pensei na possibilidade de não ir. Mas de manhã acordei melhor e todos me aconselharam conhecer a capital baiana. Salvador é uma cidade bonita. Praias bonitas também, água transparente. Eu tinha uma idéia que fosse uma cidade suja. Ok, em alguns lugares, tive essa impressão. Principalmente perto do Elevador Lacerda.

Primeiro lugar que eu, Nicolay e Dinho fomos visitar foi a Igreja do Senhor do Bonfim. Chegamos no finalzinho de tarde, acabei não conhecendo o interior da igreja. Tirei algumas fotos e pendurei a famosa fitinha nas grades que cercam a igreja. Fiquei só na dúvida de como é feita a manutenção dessas grades. São trocentas fitinhas, será que o pessoal de tempos em tempos tiram elas de lá, ou deixam lá ad eternum? Ou pior, os ambulantes que vendem as tais fitinhas tiram e vendem depois? Sei lá.

Próxima parada seria o Elevador Lacerda. Pegamos um certo trânsito e chegamos lá já no começo da noite. A visão lá de cima é muito bonita, com vistas para o mar e o Mercado Municipal. Pelas histórias que já conhecia, fiquei meio "esperto" com carteira e máquina fotográfica. Nenhuma precaução que eu já não tenha tido andando pelo centro de São Paulo ou Rio de Janeiro.

Da parte de cima do Lacerda é um pulo até o Pelourinho. Foi engraçado porque enquanto andava pelas ruas eu pensei: "Ué, eu já estou no Pelourinho", não rolou o "Ah, ali é o Pelourinho".

Pelas ruas estreitas, várias caravanas de turistas. Engraçado como haviam algumas ruelas meio desertas com alguns becos bem escuros. Lá e cá, restaurantes e barzinhos, com músicos tocando ao vivo. A impressão que tive de Salvador é de uma cidade bem musical. Claro que na rádio o que predomina é o Axé, com Ivete Sangalo cantando "Dalila", que viria a ser o hit do Carnaval.

Paramos num barzinho e a próxima missão seria arrumar um hotel pra dormir. Passamos pela famosa "não sei o nome da" avenida onde rola o circuito Barra Ondina, na Barra. Achamos um hotel "em conta", quarto pra 3 pessoas com "café da manhã", acho que por uns 70 reais, não me lembro. Bom, nem preciso dizer como era o quarto e a primeira coisa que eu fiz foi correr pro banheiro porque minha diarréia não estava 100% curada. Fomos jantar num restaurante na avenida, comida boa, mas não pude abusar. Só lembro que o Dinho comeu uma muqueca de camarão tentadora. Mas com muito sangue frio e o mais racional possível, evitei e não comi... ok, eu comi um camarão da muqueca.

Hora de dormir, 3 caras num quarto com 3 camas próximas, travesseiro horrível, daqueles com capa de plástico, calor e apenas um ventilador... consegui dormir relativamente bem. De manhã, o tal café da manhã. Poderia ser pior, mas pelo preço, acho que foi em conta. Telefonei para o Laert, meu primo que mora lá, mas dessa vez não foi possível a gente se encontrar.

Fomos andar, conhecemos a praia da Barra e o Farol. Depois, fomos a uma praia bem distante dali. A princípio, seria uma praia que o Dinho ja havia ido, mas ao encostar o carro e pisar os pés na areia, ele precebeu que não era bem ali. Estava muito, mas muito cheia. Comemos um peixe bem esquisito. Mas a água era bem limpa, aparentemente. Hora de voltar pra Itabuna. Dinho e Nicolay já haviam bebido bastante cerveja... logo, sobrou pro motorista da vez, eu.

A viagem de volta foi tensa, principalmente pelo fato de eu não conhecer a estrada, que não é lá as mil maravilhas e também pelo fato do carro não ser meu. Pegamos a balsa em Salvador. Vista linda. Da balsa pra frente, pé na estrada. Ao mesmo tempo que a volta foi tensa, foi muito divertida, com Dinho e Nicolay muito "alegres", cantando ao som de forró e outras coisas a mil no som do carro. Além de tudo, parávamos a cada posto pra mijar.

Enfim, chegamos bem, e eu não tenho a mínima ideia de quais cidades eu passei. Foi uma viagem bem diferente e bacana.

Conclusão

Bom, acho que foi isso. Já faz um tempo que foi a viagem, mas ela foi bem marcante. Estar próximo à família e a pessoas que a gente gosta tornam as coisas muito melhores, e com certeza com os lugares que conheci, tornam essa experiência única e inesquecível.


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