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Em alguns momentos a vida proporciona surpresas. Algumas boas, outras ruins.
Enfim, surgiu uma proposta muito boa de trabalho para mim. Inicialmente, pensei em não aceitar. Pedi um valor inicial que compensasse a saudade, distância (moro em São Paulo e o trabalho é de 2 meses, em Manaus) e a falta da família. A princípio, não aceitaram a proposta, e de certa forma me senti aliviado. Poderia ficar com a família, com a Flor, a "Fi" Júlia, Gabriel "Samazimi" e a Bruna "Sussu".
Mas uma semana depois, tornaram a me ligar e a oferta aumentou. Pesando os prós e os contras, eu e minha mulher chegamos à conclusão que o sacrifício seria válido.
Na despedida já foi possível sentir como seria difícil. Vendo o rosto de cada um, cada uma das crianças... só de lembrar as lágrimas escorrem pelo meu rosto.
Estou em Manaus desde o dia 3 de agosto. O trabalho tem sido muito desgastante, o resultado tem sido muito gratificante e o retorno muito positivo, mas não há um instante sequer que eu deixe de lembrar da minha família que está tão longe. Internet, telefone... nada, mas nada mesmo é o suficiente para aliviar a saudade.
Ainda falta um bocado pra eu voltar. São momentos como esses que fazem a gente refletir e ter certeza de quanto as pessoas são importantes na nossa vida, de quanto amor a gente sente, mas que não é tão perceptível no dia a dia.
Meu Deus, como é difícil ficar longe de todos que amo. Mas é passageiro e logo logo estarei com eles novamente, aproveitando cada segundo junto.
Como não podia deixar de ser, hoje é um dia muito especial para a comunidade japonesa no Brasil. Logo, pra mim também, afinal, não fossem os pioneiros de 100 anos atrás, dificilmente estaria eu aqui, falando e escrevendo em português.
O príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, está no Brasil. A recepção e os cuidados em relação aos protocolos foram rigorosos. Regras de etiqueta e conduta foram exaustivamente passados a todos os envolvidos com a recepção do príncipe. Achei muito bacana da parte do Brasil esse tipo de precaução. Mostrou ainda mais o jeito brasileiro de receber bem os visitantes.
E surpreendemente, eis que o príncipe foi o primeiro a quebrar o protocolo. Nada de cumprimentar o nosso presidente seguindo os padrões japoneses. Naruhito estendeu a mão a Lula. Entendi como uma forma de retribuir a recepção dos anfitriões. Atitude humilde, louvável e respeitosa do príncipe, que se adequou aos padrões brasileiros, assim como os brasileiros procuraram se adequar aos padrões japoneses.
Isso enriquece ainda mais o laço entre os dois países. Sinto orgulho de ter esses dois lados.
Obs: vi numa reportagem sobre a Imigração Japonesa uma entrevista com um senhor descendente de japoneses. A repórter perguntou o que ele tem de mais brasileiro. Ele respondeu: “Ser CORINTIANO”. Sensacional.
E aproveitando o gancho, o site do Corinthians prestou uma homenagem à data.
Em Janeiro minha cunhada Andréa e o marido Nicolaj (lê-se Nicolai) chegaram da Dinamarca para uma visita ao Brasil.
Além do passeio em si, vieram com o propósito de Nicolaj conhecer a família de Andréa. Fui buscá-los no Aeroporto de Congonhas (chegaram em Guarulhos e pegaram o ônibus para Congonhas). Já chegaram sofrendo com a desorganização brasileira... as malas foram extraviadas... (Brasil, -1 ponto)
Como já fazia quase 1 ano que Andréa foi pra Dinamarca, as crianças e a Flor puderam matar a saudade e a felicidade foi muito grande. Como iam ficar hospedados em casa, eu e a Flor ficamos um pouco preocupados. "Será que eles vão se sentir bem acomodados?" "O que o Nicolaj come?"
Mas tudo acaba bem como sempre. Nicolaj é uma pessoa muito legal, já morou um tempo no Brasil e é impressionante como fala português bem, ainda mais que a língua dinamarquesa me pareceu totalmente diferente. Junto com eles vieram os pais e a tia de Nicolaj, que se hospedaram num hotel perto de Congonhas.
Ficaram quase 2 dias e já foram pra Bahia conhecer a família da Flor e da Andréa. Um pouco depois, Kåre (leia-se Colll) e o amigo Axel chegaram também para o tour.
Bem, na Bahia conheceram Itabuna, Ilhéus, Porto Seguro, Salvador...e o Carnaval da Bahia! (Eu não gosto muito de Carnaval, nem conheço Salvador, mas deve ser um evento e tanto - Brasil +1 ponto).
Depois da viagem à Bahia, retornaram pra São Paulo, e o casal + Kåre ficaram em casa. Eu fiquei imaginando que eles iam achar São Paulo uma cidade muito chata depois do Carnaval de Salvador. Conheceram o centro de SP, Estação da Luz, MASP, Paulista, Museu do Ipiranga e por necessidade, foram em shopping também. Numa noite fomos jantar na Churrascaria Baby Beef do Morumbi. Gostaram muito. Ampliei meus conhecimentos quando Nicolaj explicou que "Black Angus", aquela carne deliciosa que estávamos comendo, é uma espécie de boi muito caro, e muito famoso na Europa.
Enfim, Nicolaj e família são pessoas muito bacanas e educadas e, mesmo vivendo num país muito mais rico e desenvolvido, são simples e sem frescuras. Bem interessantes foram as conversas sobre a Dinamarca, um país muito pouco conhecido e falado aqui no Brasil. Como funcionam as coisas lá, como é a educação, a cultura, o modo de vida deles. Um dia ainda vamos passar umas férias lá.
PS: Depois eu posto as fotos que o Nicolaj tirou aqui.
Mais um post atrasado, enfim... meu presente de Natal do ano passado não foi lá um presente.
Fui passar a ceia na casa dos meus pais, pertinho de casa. Tava um calor danado, fui de chinelo, bermuda e camiseta.
Muita comida na mesa, fui pegar um pedaço de peru que estava na cozinha, em cima do fogão. Com toda habilidade que Deus me deu, fui cortar o peru e... TCHARAMMMM... deixei a faca cair. No meu pé. Fui cortar o peru e cortei o meu pé. Sangue pra todo lado. O corte foi grande. Pronto socorro, ou Pronto Atendimento, como é hoje em dia. Isso às 23h da véspera de Natal. Já imaginei médicos e funcionários do Pronto Atendimento putos tendo que fazer plantão.
Até que o atendimento foi rápido e o médico bem sossegado. Três pontos no corte. Eu tomando ponto pela primeira vez nos meus 35 anos de vida. A anestesia no local não é uma das coisas mais agradáveis do mundo.
O médico: "Como é faca de cozinha, não vai precisar tomar anti-tetânica. Precisa só tomar penicilina."
Eu pensei: "Menos mal", e falei pra descontrair: "Quando eu vou poder jogar bola?"
"Você tem cara de quem apanha da bola", disse o médico, entrando no espírito da brincadeira e desdenhando das minhas habilidades futebolísticas, me passando uma receita pra eu tomar penicilina.
Levei pra uma enfermeira o papelzinho e ela faz uma cara feia e me diz: "Hmmmm... Bezetacil!!!"
Putz, nunca ouvi alguém falar bem dessa tal injeção de Bezetacil e jamais imaginava que a tal da injeção era um codinome de Penicilina. Lá vou eu pro cantinho, pra tomar a bendita injeção na nádega.
Realmente é uma injeção #&$#@*&%!!!! Só desejaria pro meu pior inimigo. Parece que te injetam um óleo. Saí de lá mais com dor na bunda do que no pé.
Imaginei até que fosse uma injeção psicológica, que desvia a dor do pé pra bunda.
Cheguei em casa ainda a tempo do "Feliz Natal".
A dor do Bezetacil durou uns 2 dias, e é claro que a dor no corte ressurgiu passado o efeito da anestesia.
15 dias depois fui tirar os pontos. Negativo, o corte estava infeccionado e o médico me receitou Cefaloxina, um antibiótico muito ruim pra tomar.
Mais 1 semana e pronto, pontos tirados e meu pé tava novo. Entrei 2008 com o pé direito... machucado.
No dia 13 de outubro de 2007 "caiu" o primeiro dente de leite da Júlia. "Caiu" porque eu tirei com uma linha.
Aí entra a tradição: deixar o dente debaixo do travesseiro pra presentear a Fada do Dente. Junto com o dente, um bilhete da Júlia, pedindo uma boneca das Winx.
Papai Kenzo entra em ação, incorporando a Fada do Dente, pegando o bilhete e o dentinho debaixo do travesseiro enquanto ela dormia. Ao acordar, a exclamação: "A Fada do Dente pegou meu dente e o bilhete!!!
"Lá vou eu comprar a tal da boneca das Winx. Passei por três lojas até achar. Na noite seguinte, coloco a boneca debaixo da cama enquanto ela dormia.
Outro dia de manhã: "Viva!!! A Fada me deu o presente!!!"
Tudo em nome da fantasia. E os méritos vão todos pra Fada do Dente.
2007 foi um ano decisivo. 2008 é (vai ser) o ano das mudanças.
2007 foi um ano de reflexão e de decisão. Após 5 anos de M2 Comunicação Integrada e 8 anos de Farol Filmes tomei uma decisão que com certeza vai mudar minha vida e da minha família. E na minha ótica, uma mudança pra muito melhor.
Na Farol adquiri experiência, maturidade, conhecimento e o mais importante, muitos amigos. Sempre serei grato pelas oportunidades dadas pelo Bira, Melão, Pilha e o Fausto. Aprendi muito com eles. Mas em determinadas fases da vida, temos que trilhar caminhos que às vezes não são compartilhados por todos.
O Fausto saiu da Farol e propôs um projeto, que tinha tudo a ver comigo. Daí até a concepção do negócio, junto com o Phillip, outra "cabeça", foi rápido. E a Indigo nasceu. E a repercussão está sendo bem bacana, com o portfolio, o site, com o pessoal visitando... muito difícil descrever.
E como diriam "Os Impossíveis": "Lá vamos nós!!!"
O que escrever aqui? Fiquei pensando, pensando e... sem palavras, sem idéias... Bruna nasceu na quarta-feira, 12 de setembro de 2007, às 20:30, de cesárea, com 2,700kg.
E pra continuar a festa, a Júlia fez 7 anos no dia 17 de setembro. O tempo voooaa. Parabéns pra Júlia e pra mim. :D
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