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O calor é impressionante. Logo ao sair do aeroporto, uma massa de ar quente te abraça. Impossível viver sem ar condicionado.
Morei praticamente 2 meses lá.
O primeiro mês, fiquei no Lord Hotel, bem no centro, cujas ruas são estreitas e tomadas por camelôs. Parece o centro de São Paulo. O hotel é OK, quarto com ar condicionado, conexão wireless, portas com fechadura de cartão magnético. O café da manhã é ruim. O lanche "BW Lord" (bife com ovo, mixto quente, batatas fritas e uma salada de alface e tomate) é bom. A estadia no hotel foi positiva também pela facilidade de compras e pelo suco de Açaí que havia do lado. Guaraná com Açaí, mais graviola e banana, descia redondo no sol escaldante.
No centro ainda, tem o mercado municipal (comprei várias tigelas de tomar Tacacá), o porto, feirinhas de artesanato. Tem também várias lojas de eletrônicos (Ramsons, a maior de lá, Mirai, etc...) e games. Comprei meu notebook e filmadora na Ramsons por um preço muito vantajoso, bem mais barato que em SP.
Vale a pena conhecer o Teatro Amazonas. Fiz uma visita guiada (porém muito rápida) e conheci a história do teatro, que é bem bonito. Só não pude ir à apresentação da Orquestra local, que falaram ser bem legal.
No segundo mês, mudamos (eu, Gerson Alemão, Ivi, Rosiney) para um apartamento (Saint Martin), na rua Recife, Adrianópolis. Mais próximo do trabalho, perdíamos menos tempo no trânsito, que é horrível. Aliás, esse é um problema de Manaus, com vias muito mal planejadas. O desenvolvimento da cidade nos últimos tempos foi enorme e a cidade não estava preparada para isso. Isso porque muitos empreendimentos (vários condomínios, muitos de luxo) estão sendo erguidos. A cidade tem bastante hipermercados (DB e Carrefour) e shoppings (Amazonas, Studio 4, Millenium), pra nenhum paulista botar defeito. O mais "da moda" é o Millenium, que tem até uma boate dentro (o famoso Café Cancun).
O que eu senti mais falta em Manaus foram as padarias. Não tem padaria como em SP, mas poderia ter mais. Nos restaurantes e bares o atendimento é ruim. Demora, falta de opções (é difícil encontrar sucos, graviola, cupuaçu) e os funcionários deixam de atender tão logo chegue o horário de fechamento do estabelecimento. É o caso do Açaí, Galvez, Altas Horas e os vários Picanha na pedra que existem. O atendimento do Coyote é bom. Conhecemos o bistrô moderninho Ananã (acho que esse é o nome), que fica numa ruinha bem escondida, mas o local é bacana e a comida é boa, apesar da quantidade (coisa da cozinha contemporânea e da alta gastronomia). O ponto positivo fica pra Churrascaria do Gaúcho, rodízio, mesa bem variada e atendimento muito bom, principalmente o Paty, que imitava uma bicha e fazia várias piadas. O restaurante do Flat Adrianópolis, onde estavam hospedados o Rodrigo e o Fábio também tinha uma comida boa, mas o prato demorava pra sair.
Uma boa dica pra quem vai pra Manaus é ir até as cachoeiras de Presidente Figueiredo. Conhecemos a Cachoeira Iracema, um lugar muito bom. As cachoeiras "lavam a alma" e revitalizam qualquer um. Graças à nossa guia e apresentadora Nyrlene.
Outro passeio bacana foi o Encontro das Águas, do Rio Negro com o Rio Solimões, num barco bem bacana, no aniversário da Nyrlene. É impressionante o espetáculo da natureza. O Rio Negro (águas escuras) e o Rio Solimões (água marrom) não se misturam. O único porém pra mim foi que eu quase fui levado pelo Rio Solimões. Quase morri, fui levado pela correnteza, mas graças ao Nocetti e ao guri do barquinho, estou aqui pra contar. Os locais depois falaram que éramos loucos por ter nadado lá. Tirando isso, o passeio foi maravilhoso.
Resumidamente, estas foram as minhas impressões sobre 2 meses em Manaus. A meu ver, Manaus quer ser mais metrópole do que uma capital da Amazônia, uma pena. Não vi na campanha eleitoral nem nas ruas uma preocupação com meio ambiente, com sustentabilidade. Convivi com pessoas muito legais, as experiências e impressões que tive foram muito boas, mesmo estando longe de casa e da família.
Os deputados acabam de propor a revogação da tão comentada "LEI SECA". Após 7 dias de análises e acompanhamento dos resultados, ficou comprovado que o número de acidentes e barbaridades no trânsito aumentou, porque os bebaços estão passando o volante para as mulheres.
As autoridades concluíram que o Bebado dirigindo é mais seguro do que mulher ao volante.
Obs: isso é uma piada.
Como não podia deixar de ser, hoje é um dia muito especial para a comunidade japonesa no Brasil. Logo, pra mim também, afinal, não fossem os pioneiros de 100 anos atrás, dificilmente estaria eu aqui, falando e escrevendo em português.
O príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, está no Brasil. A recepção e os cuidados em relação aos protocolos foram rigorosos. Regras de etiqueta e conduta foram exaustivamente passados a todos os envolvidos com a recepção do príncipe. Achei muito bacana da parte do Brasil esse tipo de precaução. Mostrou ainda mais o jeito brasileiro de receber bem os visitantes.
E surpreendemente, eis que o príncipe foi o primeiro a quebrar o protocolo. Nada de cumprimentar o nosso presidente seguindo os padrões japoneses. Naruhito estendeu a mão a Lula. Entendi como uma forma de retribuir a recepção dos anfitriões. Atitude humilde, louvável e respeitosa do príncipe, que se adequou aos padrões brasileiros, assim como os brasileiros procuraram se adequar aos padrões japoneses.
Isso enriquece ainda mais o laço entre os dois países. Sinto orgulho de ter esses dois lados.
Obs: vi numa reportagem sobre a Imigração Japonesa uma entrevista com um senhor descendente de japoneses. A repórter perguntou o que ele tem de mais brasileiro. Ele respondeu: “Ser CORINTIANO”. Sensacional.
E aproveitando o gancho, o site do Corinthians prestou uma homenagem à data.
Nunca fui um fanático pelos produtos da Apple. Na medida do possível, sempre me mantive imune às jogadas de marketing de Mr. Steve Jobs e aos argumentos infalíveis dos macmaníacos. Não estou vangloriando a Microsoft, nem sou geek de ficar usando e testando Linux. Nem por isso também deixei de ver com bons olhos os produtos de cada um. iPhone? Não, não é necessariamente meu sonho de consumo.
Pois bem, como meu cunhado e minha cunhada vinham pro Brasil da Dinamarca, tive a oportunidade de pedir algo de lá. A princípio pensei no Nintendo Wii, mas padrões europeus e brasileiros eram meio incompatíveis (nada que um bom desbloqueio não funcione, mas preferi não arriscar, devido à sistema de cores, chip, etc... que eu estava meio em dúvida sobre compatibilidade). Então, vendo mais como um bom negócio e como não estou com som no carro, pedi um iPod.
Qual iPod? Lá vou eu pro site da Apple. Shuffle, Nano, Classic, Touch. Até então nunca tinha me aprofundado sobre esses "tocadores" de música.
Shuffle, pequeno no tamanho (muito bom), pequeno na capacidade e sem visor :(
Nano, pequeno no tamanho (muito bom), várias cores (tanto faz), capacidade mais ou menos...
Classic, tamanho não muito pequeno, capacidade grande de armazenamento (80 ou 160gb).
Touch, tecnologia impressionante do "toque na tela", conexão com internet ("não, ainda não me escravizei à internet a ponto de querer acessá-la de um bar, shopping, restaurante"), mas com capacidade de armazenamento menor que o Classic. E o preço bem mais caro também.
Pelo preço, armazenamento, pedi um Classic de 80gb (achei o suficiente, o de 160gb tinha um preço bem mais alto e eu não achei que necessitasse de tanto), R$ 650,00. O design do produto e da caixinha (assim como todos os produtos Apple) são impecáveis. A estética pra Apple parece ser o primeiro item do desenvolvimento. Tamanho razoável, capacidade monstro pra mim (há quem ache ser insuficiente 80gb).
Instalei o iTunes e aí comecei a me divertir. Pra tocar música eu usava o bom e velho Winamp. Era o bastante pra mim, tocar música. Aí comecei a organizar as músicas (centenas) que estavam jogadas em uma pasta do meu computador. Algumas muuito velhas, cujos ID3 simplesmente estavam uma zona. Reconhecia as músicas apenas pelo nome do arquivo. Comecei a organizar: nome da música, banda, álbum, ano, gênero... nada de track01, track02, untitled, etc. Para muitos, ficar mudando isso é um tormento. Pra mim foi um bom passatempo. Por vários dias aliás. E nesse processo eu vi o quanto de música velha eu escuto. Próximo passo: pegar capa de disco no Google Images. Confesso que achava que não acharia algumas capas, mas me surpreendi. Internet vc acha tudo, mesmo! No iPod, quando toca a música, fica a capinha do disco no visor. Frescura? Talvez, mas achei muito bom.
O Paulinho que trabalha comigo (ele comprou um Touch) colocou dois vídeos (trailers de filme) no meu. Qualidade e som impressionantes. Não imaginava que ficasse empolgado com isso, mas o videozinho no iPod é muito bacana também. Assistir filmes inteiros no iPod? Bem, ainda não cheguei nesse ponto. Por isso acho q os 80gb ainda serão suficientes por muito tempo. Fiquei muito satisfeito. Steve Jobs me convenceu.11 em cada 10 blogs hoje devem publicar algo a respeito do dia 29 de Fevereiro, por causa do ano bissexto.
Superstições a parte, é algo a se comentar e se informar, afinal acontece só de 4 em 4 anos, coincidindo com as Olimpíadas (não sei se tem algo a ver, não verifiquei).
O fato é que esse dia "a mais" é culpa da Terra. Sim. A Terra demora 365 dias e aproximadamente 6 horas pra dar a volta ao Sol. Pra compensar essas horas perdidas, algum(ns) maluco(s) teve(tiveram) uma idéia e padronizou (padronizaram) que a cada 4 anos teríamos esse dia 29 de fevereiro. Fevereiro, aliás, que não sei pq cargas d´água, normalmente só tem 28 dias.
Mais um post atrasado, enfim... meu presente de Natal do ano passado não foi lá um presente.
Fui passar a ceia na casa dos meus pais, pertinho de casa. Tava um calor danado, fui de chinelo, bermuda e camiseta.
Muita comida na mesa, fui pegar um pedaço de peru que estava na cozinha, em cima do fogão. Com toda habilidade que Deus me deu, fui cortar o peru e... TCHARAMMMM... deixei a faca cair. No meu pé. Fui cortar o peru e cortei o meu pé. Sangue pra todo lado. O corte foi grande. Pronto socorro, ou Pronto Atendimento, como é hoje em dia. Isso às 23h da véspera de Natal. Já imaginei médicos e funcionários do Pronto Atendimento putos tendo que fazer plantão.
Até que o atendimento foi rápido e o médico bem sossegado. Três pontos no corte. Eu tomando ponto pela primeira vez nos meus 35 anos de vida. A anestesia no local não é uma das coisas mais agradáveis do mundo.
O médico: "Como é faca de cozinha, não vai precisar tomar anti-tetânica. Precisa só tomar penicilina."
Eu pensei: "Menos mal", e falei pra descontrair: "Quando eu vou poder jogar bola?"
"Você tem cara de quem apanha da bola", disse o médico, entrando no espírito da brincadeira e desdenhando das minhas habilidades futebolísticas, me passando uma receita pra eu tomar penicilina.
Levei pra uma enfermeira o papelzinho e ela faz uma cara feia e me diz: "Hmmmm... Bezetacil!!!"
Putz, nunca ouvi alguém falar bem dessa tal injeção de Bezetacil e jamais imaginava que a tal da injeção era um codinome de Penicilina. Lá vou eu pro cantinho, pra tomar a bendita injeção na nádega.
Realmente é uma injeção #&$#@*&%!!!! Só desejaria pro meu pior inimigo. Parece que te injetam um óleo. Saí de lá mais com dor na bunda do que no pé.
Imaginei até que fosse uma injeção psicológica, que desvia a dor do pé pra bunda.
Cheguei em casa ainda a tempo do "Feliz Natal".
A dor do Bezetacil durou uns 2 dias, e é claro que a dor no corte ressurgiu passado o efeito da anestesia.
15 dias depois fui tirar os pontos. Negativo, o corte estava infeccionado e o médico me receitou Cefaloxina, um antibiótico muito ruim pra tomar.
Mais 1 semana e pronto, pontos tirados e meu pé tava novo. Entrei 2008 com o pé direito... machucado.
1024x768? 800x600? A grande maioria dos usuários deste site (poucos, aliás... hehehe) utiliza resolução de tela 1024.
Pelo Google Analytics, 55,13% dos visitantes utilizam 1024. 20,06% utilizam 800x600.
Como 20% não é uma parcela ignorável, próximo layout continuarei mantendo o padrão 800x600.
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